sábado, 28 de maio de 2016

"ENTRANHAS"

Você está dentro de mim,
Vibra igual canção, sim, 
Uma linda emoção que
Descontrola-me, não
Há negação. 

O seu sorriso, mesmo
Triste, produz
Serenidade, uma paz
Perene. 
Quando choras, coisa
Rara de se ver, ficas
Introvertido, quieto, 
O rio que sai dos seus
Olhos lava sua alma,
Levando embora sua
Imaginária insignificância. 

Tu, faz-me tão bem, quão
Bem que te quero, 
Assim espero,  
Morar em seu
Coração também. 
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sexta-feira, 27 de maio de 2016

"BRINCAR DE ESCONDER"

Ergui as mãos para o céu e brinquei com o sol; escondi - me debaixo da goiabeira. Entre os vãos das folhas, percebi ele me procurando. Fiquei quietinho e uma nuvem veio em meu auxílio, tapou os olhos da estrela. Rindo, sai correndo até a varanda, pensando que ele não me acharia mais, mero engano pueril. Sentei no chão e distrai-me com outra diversão, ler os gibis da Turma da Mônica, é tudo de bom!  Fixei meus sentidos na revista,  das horas perdi a noção,  quando dei-me conta, seus raios tocaram minhas mãos.  Foi passando, passando até a parede e sair pelo vão, como me dissesse : "Amanhã brincaremos, amigão!"
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quarta-feira, 25 de maio de 2016

"TERMO"

Estou indo de encontro à morte,
Ela usa um lindo vestido clássico.
A cada segundo, um embaraço,
Seus pretendidos vão para o
Vácuo,  para inexistência.
Inconformada,  aproveita-se da
Nossa frágil existência,  nos
Coleciona e a cada instante nos
Adiciona.
Fiz um pacto para viver como se
Tal pacto fosse eterno; um anjo
Me ajudou, mas impossibilitado
De viver este amor, a seu papel
Apegou-se.
O que me resta ou sobra?
Nem as míseras migalhas...
Qual será minha sorte?
Atenderei a seu pedido,
Oh, morte!
O preto longo lhe cai bem,
Pareces à Valentino, Dior,
Laurent ou Herchcovitch,  me
Seduzir, por que insistes?
Não tenho medo de ti, pois
Morto nasci e por tempo
Indefinido jazerei.
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terça-feira, 24 de maio de 2016

"O Sonho de Vinícius"

Vinícius é um jovem menino que começou a lhe nascer asas, asas grandes que lhe permitiria voar, pairar e flutuar. Em sua primeira tentativa, muito esperto, subiu num baixo morro, que tinha menos de um metro.
Atento à sincronia das asas se lançou e ao chão pousou. Coçou a cabeça coberta por suas madeixas encaracoladas,  frustrado sabia que algo dera errado. Não abstendo-se de seu sonho de Ícaro,  meditar ousou. Pensou, pensou e em seu amigo Pedro, lembrou-se: "O Pedro voa alto, não tem medo de altura; vou lhe fazer o pedido com jeito, vai aceitá-lo sem despeito.
Pedro, menino jovem também,  voava desde precoce, há quem diga que nascera com asas.  - Pedro,  assente-se aqui. Preciso algo lhe pedir. Disse Vinícius com o coração acelerado.
Pedro em suas acrobacias aéreas,  se exibia com muita maestria.  Em seu pouso perfeito,  deu um abraço em Vinícius,  seu amigo do peito, e perguntou: - Em que posso lhe ajudar?
- Ora amigo, as asas já nasceram e estou com receio de não poder voar. Meu grande castigo, os pesos atrapalham-me andar. Que perigo, ser alado  não saber voar. Acredito assim, que meu anseio no chão permanecerá.  Completa tristonho o menino.
- Deixa disso, cara! Melhor não há,  suas asas vão planar.  Dê-me sua mão,  para sentir a sensação desta emoção.
Lá bem nas alturas aonde cá embaixo tudo é miniatura, em suas maluquices, Pedro o soltou rumo às cordilheiras. Em queda, passou-lhe sua vida como cinema,  a morte parecia certa, o varão orou de várias maneiras. Ao aproximar do cenário que aumentava, seu declive dava dor na barriga,  um berro liberado com pura adrenalina, acionou as asas que já batiam. Deu um rasante sentindo a barriga se refrescar, de rompante, subiu para seu amigo encontrar.
A quimera de Vinícius dali por diante, igual ao vício constante que o fez se alegrar. No ruflar de suas asas e nas trocas de suas plumas, resolveu namorar.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

"A CASSAÇÃO DA CAÇA"

A caça na mão,  os olhares de satisfação,  mais um empenho do ego, por necessidade, não.  Às sextas-feiras,  dias combinados, espingardas aos ombros, lanternas, redes e afins, garantiam o êxito daquele hobby compartilhado e multiplicado aos seis.
Naquela noite às horas passaram e às 03:00 horas da madrugada, resolveram ir embora, pois até tal momento nada avistaram.  Com orgulhos feridos, mas os corpos já vencidos,  soltavam seus gemidos que acompanhavam o barulho da mata.
O "Bigode" solta o som de sua voz: - Vamos embora, não aguento mais.
Deram por si, que o medo e o desejo de regresso era verso comum dos seis.
Ligeiramente, apanharam suas tralhas,  as espingardas que não falham, sequer foram usadas uma só vez.
Cessaram novamente os sons e eis que um cervo,  a um tiro dali,  parado, tranquilo, se tornara o escopo da vez. Trocaram - se olhares, o "Baixinho", o menor da turma,  atirador por excelência,  enviou-lhe um tiro certeiro. Incrível,  a caça continuava em pé,  ilesa e integra. Assustados, num só ato, todos descarregaram suas munições.
- Meu Deus! Robertinho embasbacado com a cena, exclamou.
O animal olhou profundamente para o sexteto,  que se desmanchava numa espécie de suor com calafrios.  Lentamente caminhou rumo a eles, sem nenhum vestígios de balas, passou bem pertinho dos predadores,  pulou a cerca de arame farpado e foi embora.
Atônitos,  não conseguiam falar ou fizeram um auto pacto de sigilo.
Os muitos projéteis das armas, não atingiram o alvo, mas alcançaram as seis almas, que retornaram para casa em silêncio,  com a plena sensação da cassação desse desejo.
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quinta-feira, 19 de maio de 2016

"Pelas Mãos de Uma Criança"

Um interior limpo, puro; as janelas da vida expressam seu íntimo.  Boa índole,  excelente moral e um coração magnânimo.  Por assim dizer, deleita-se em proporcionar o bem; sua abnegação condiz com sua formosura. Em sua educação,  se encabula ao ouvir as mais distintas respostas após sua interpelação.
Faz acordos com os cérebros e os pensamentos,  não ousa dominá-los,  e sim, regularizá - los.  Uma criança de olhos reluzentes,  jovial, demonstra esperança de um mundo melhor, e ele contribui por ouvir, escutar. Mas em seu próprio universo, convive com seus problemas, em seu anelo,  ama, e guarda seu segredo.

terça-feira, 17 de maio de 2016

"SONHOS DE SOL"

A espera do sol
Vestido de dourado,
Em trajes de gala,
Adentrando em
Minha sala,
Aquecendo o meu
Coração e esquentando
A minha alma.
Não me queime,
Me ilumine, realize-me,
Alvoreça as minhas
Quimeras, sejas sempre
O arauto das boas novas,
De uma nova Aurora.

Postagem em destaque

"ESPERAREI"

Esperarei domingo; Esperarei sorrindo; Esperarei sonhando; Esperarei dormindo; Esperarei um amigo, Um abrigo, um lindo dia de sol.  ...