sábado, 25 de fevereiro de 2017

"CARNAVAL"

Por quatro, dancei, balancei,
Embriaguei - me. 
Aos quatro, envolvi - me
Com meu sonho,
Irreal,
Era Carnaval! 

Menos quatro, consegui
Enxergar novamente,
Com o fim do ato,
Levar a vida,
Simplesmente.
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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

"A Arte de Ser Criança"

Criança se espanta, dança,  canta.
Por mais que o mundo seja um absurdo,
Uma criança simboliza esperança, 
Mesmo diante do escuro.

Um olhar pueril é capaz de abaixar o fuzil.
Na crise mundial, criança não pensa em fazer o mal.
Hoje, muitas vão dormir com fome, umas quarenta mil. 
E para alguns, isto é,  bem normal.

Tenho uma linda esperança que o bem 
vencerá o mal e todos seremos como criança. 
Utopia, insânia, não! 
É o mundo pelo olhar de uma criança. 

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quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

"PERPÉTUA INFÂNCIA"

A criança desperta
Sozinha ou em grupo,
Logo fica sapeca
Pulando até o muro. 

Tudo para jogar bola,
Pega-pega,  pique-esconde, 
No quintal lá fora
O tempo passa, não tem fome.

Oh, infância sadia
De tantas brincadeiras legais.
A saudade avisa:
Ser adulto, nunca mais.

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LIBRAS

"APRENDENDO A LER"

Joãozinho,  junta as letras do jornal.
Sozinho, forma as palavras e pensa:
O ser humano provoca tanto mal!
Seu coraçãozinho esquenta.

Olha uma foto da Síria, 
Abaixa a cabeça tristemente.
Chama mamãe dona Livia, 
Médico vou ser daqui pra frente.

A mamãe subitamente feliz
Discerniu o encanto
Joãozinho está lendo, que Beliz!
 amando pessoas e enxugando prantos.

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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

"NINGUÉM É DE ALGUÉM"

O coração de Catarina sangrava por mais esta vez. Saiam de seus olhos o sangue que o órgão não podia conter. Oras, ela havia lido que o amor é egoísta,  que só aceitamos outros por causa dos benéficos envolvidos. Ela discordava de tal ponto de vista, que selara sua convicção com hemorragia ocular. Por quem ela viveu, entregou-se,  apaixonou-se,  mostrava sinais de distância,  indiferença.  Catarina fez o que lhe parecia possível,  praticável a uma mulher que ama. Deu-se como esgotada, convencida de que fizera assim e assim, abriu mão de seu bem, de seu sonho, de parte da sua vida. Saiu de cena, parecia forte e serena.
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sábado, 31 de dezembro de 2016

"CELESTE E JOÃO"

Da Ilha da Madeira à naturalização brasileira.
Sorridentes, generosos, prazenteiros, suas
Muitas atitudes provocavam espanto!
O tempo passou, eu cresci, Dona Celeste e
Seu João envelheceram, mas não os seus
Grandes corações.
Na casinha azul da subida,  em volta flores,
Árvores,  pássaros; uma mesa enorme dá - nos
Boas - vindas.
O fogão de lenha aquecido para atender até o
Desconhecido.  Pão e vinho,  café coado na
Hora com sotaque português,  acompanhado
De boas risadas entendidas por qualquer
Língua.
Quem me dera que em Brasília,  fosse o lugar
De sua habitação,  haveria justiça,  moral e
Repartição.
Por que? Porque tornar-se "CELESTE e JOÃO"
É encontrar a divisão do céu e do chão.
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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

"MÁSCARA"

Olhei para dentro de mim, viajei até meu interior.
No âmago,  senti-me sem valor.
A chuva caía e eu me despia do disfarce que há
Muito me servira.
Percebi, no salão,  naquela festa, que somente
Eu não usava máscara.
Mas como bebida inebriante,  a hipocrisia tirou-
Lhes o sentido e acharam - me de rosto pintado,
A melhor máskharah. Aplaudido e com o ego
Massageado,  consenti-me uma imaginária.
No êxtase,  alguém com alguma coisa cortante
Perfurou as minhas costas, em meio ao piscar
Das luzes,  as faces continuaram ocultas. Caí
lentamente ao chão,  às máscaras não mudaram
Suas feições; lá jazia eu de cara limpa. 


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"ESPERAREI"

Esperarei domingo; Esperarei sorrindo; Esperarei sonhando; Esperarei dormindo; Esperarei um amigo, Um abrigo, um lindo dia de sol.  ...