Alta, magra, tinha 17, uma aparência comum; olhar inocente, corpo quente. De tudo ria-se; curiosidade juvenil, estava atenta, aprendia, se perdia. A luz do dia irradiavas seus cabelos, encaracolados, tímidos, forçados pela prancha. Os olhos, seus olhos, castanhos como cascas de castanhas, porém, me enganas.
Enraivecido, fiquei triste, abandonado por 18; você pensava - "a fila anda". Oh, meu Deus, que sufoco, por um pouco eu não me matei. Acordei.
Você seguiu sua estrada, e nas madrugadas tens domínio de mim. Ah, que revoltante, Distante, relutante, o seu semblante, vi. O seu olhar igual o da primeira, brilhava sobre mim. Não era pueril, significava besteiras, calor de fogueira, gostoso como morangos com chantili.
Um braço, de repente, lhe envolveu, era ele, o seu belo com desprezo sorriu. Desfez as quimeras, sua face grosseira, sisuda, empurrou me pra rua, qual náufrago porvir. O que estava envolvido, ficou sucumbido por ti. Dei-me a andar, prazer e adeus lhes falar, as costas por dar. Azar.
terça-feira, 5 de abril de 2016
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