quarta-feira, 28 de novembro de 2018

"A SINFONIA DOS SINOS"

Quando os sinos tocavam
Os sons trombeteavam
Marcando o deitar e o levantar-se
Era uma melodia que o dia partia
Em notas Dó-ré-mi-fá...

Cresceu nesta sinfonia, aprendia de dia
E na noite dormia, um ser religioso
Na vida sabia que um canto marcava seus passos
Como numa toada dramática perdera os seus

Os sinos badalavam uma moda amarga
Que ele deixou de seguir a Deus
Por insistência, quis compor sua existência
Mesmo ao fundo a musica podia se ouvir

Fez fortuna, acabou em brumas e os sinos,
Seus modilhos passou a ouvir
Totalmente despedaçado, pôs as mãos no badalo
- Oh Senhor, o que sobrou podeis unir!

Ninguém ouviu o seu grito, parecia o infinito,
A torrencial chuva ensurdeceu os vivos a dormir
Um raio o dividiu no clarão - ao som de Tchaikovsky
em  A Tempestade - do mundo passou a se despedir

Os sinos tangiam, 
Deus proporcionou música
E a Ele o passou a unir.

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